Monty Python e a Origem do SPAM


O enlatado de apresuntado - SPAM - AntonioBorba.comSPAM – palavra comumente associada a conteúdo indesejável – isto é, tudo quanto é propaganda recebida através de e-mails. Mensagens invasivas, não solicitadas e toda sorte de comunicação que polui e atrapalha o seu trabalho, geralmente com finalidade comercial. O spam tem lá as suas variações – correntes, phishings e outras que mudam apenas na finalidade – algumas mensagens são criadas meramente por diversão ou para atrapalhar, enquanto outras possuem o claro objetivo de infectar o computador para se apoderar de senhas de bancos ou efetuar ataques a terceiros.

Atualmente, a maior parte do e-mail circulante na Internet é considerada spam. Por ser barato de disparar, os spammers utilizam essa forma de propaganda para levar informações não solicitadas a milhões de pessoas – as poucas que dão retorno sendo clicadas já valem o investimento. Infelizmente, ocasionam também a perda de produtividade e o inchaço na infraestrutura de telecomunicação (de banda a equipamentos de rede), que se torna mais cara. É um típico exemplo de vandalismo digital que eleva o custo da Internet.

Porém, o que pouca gente sabe é a origem do termo. Como o spam surgiu?

O significado original da palavra também é ignorado por muitos. Spam em inglês é o que conhecemos como apresuntado em português. Aquele da latinha. Como afinal o apresuntado se tornou sinônimo de e-mail indesejável?

O sketch do grupo Monty Python

Monty Python foi um grupo de humor britânico que fez enorme sucesso no início da década de 70 através de programas televisivos. Tornou-se um fenômeno mundial com seu inédito humor nonsense e até hoje é considerado cult, tendo influenciado inúmeros humoristas e estabelecido piadas clássicas e engraçadas até os dias atuais.

Acompanhe o quadro “SPAM” e veja abaixo a interpretação:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=anwy2MPT5RE[/youtube]

O começo do quadro é surreal, como de costume. Pode-se perceber diversos vikings em um bar, pessoas sendo içadas às suas mesas, no típico estilo nonsense do grupo inglês. O casal pergunta sobre o menu e a garçonete, na clássica voz “o mais irritante possível” de Terry Jones, relata um menu que parece ser formado, principalmente, por… apresuntado (spam)!

Explicar o motivo de tudo levar spam vai além da compreensão humana, pois, conforme citado, é o típico humor nonsense. Não há explicação! Em certo momento, a senhora interpretada por Graham Chapman pergunta se teria algo sem spam, ao que a garçonete responde que “spam, egg, sausage and spam” (apresuntado, ovo, salsicha e apresuntado) não levaria “muito” spam no preparo. E vai além: ao ouvir o pedio de um prato sem spam, a garçonete faz cara feia!

A coisa esquenta mesmo quando a senhora grita que não gosta de spam. Nesse momento, imediatamente, os vikings começam a entoar um cântico cuja letra contém, quase que tão somente… a palavra spam. Algo como “Spam! Spam! Spam! Lovely Spam! Wonderful Spam!

Após muitos gritos de “shut up!“, os vikings finalmente se calam e a senhora tenta novamente fazer um pedido sem spam, o que a garçonete julga impossível de ser feito. Afinal, “you can’t have egg, bacon, spam and sausage without the spam“, o que é plenamente verdade.

Aí é que o hilário humor de Monty Python entra em ação de forma mais contundente, quando o pacífico marido interpretado por Eric Idle finalmente fala que sua esposa não se preocupasse porque ele ficaria com o spam dela, afinal ele gosta de spam e está pedindo o prato “spam, spam, spam, spam, spam, spam, spam, BAKED BEANS, spam, spam, spam, and spam“.

A essa altura, a garçonete informa que “baked beans” estão em falta, e o senhor pergunta se poderia substituí-los por… sim, spam! A garçonete confirma, perguntando se ele queria dizer “spam, spam, spam, spam, spam, spam, spam, SPAM, spam, spam, spam, and spam“, com o que o homem concorda.

Neste momento, uma pessoa de origem húngara (John Cleese) entra no bar e pergunta, novamente na melhor nonsense fashion, lendo em um dicionário de viagem uma tradução completamente equivocada (outra piada muito recorrente do grupo inglês): “Great boobies, honeybun, my lower intestine is full of spam, egg, spam, bacon, spam, tomato, spam…“. Logo em seguida, um policial entra e retira o húngaro, que ainda insiste em mais uma infeliz frase erroneamente traduzida: “My nipples explode…“.

Então, um historiador entra em cena, falando de uma suposta vitória viking no “Green Midget Cafe” e a estratégia por eles adotada, que consistia em “escolher spam um item spam do menu spam” e assim vai até que a cortina se abre, revelando o interior do café mais uma vez e a palavra spam é repetida até o fim em coro, por todos.

Conclusão

A brincadeira insere a palavra spam como poluição. Qualquer tentativa de comunicação é interrompida pela palavra spam sendo cantada, atrapalhando todos que tentam conversar de forma clara.

Quer algo mais adequado para definir os e-mails indesejáveis? Afinal, o spam é algo que atrapalha a comunicação.

E foi exatamente dessa forma que, anos antes de Internet surgir, esses simpáticos comediantes ingleses vieram a lançar a fundação moderna para a definição da palavra que mais atrapalha o nosso dia a dia.

1 comentário em Monty Python e a Origem do SPAM

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Uma resposta para Monty Python e a Origem do SPAM

  1. Jambér disse:

    Muito boa esta relação entre a palavra SPAM e os emails indesejáveis, espero que não confunda um outro email que lhe enviei com o título dúvida como SPAM

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