Redes Georreferenciáveis não Decolam

 

Redes Sociais Georreferenciáveis - AntonioBorba.com

Veja vídeo com entrevista ao final da matéria.

Há algum tempo se fala sobre as redes sociais georreferenciáveis,  “geotagged” ou “location based”. Exemplos mais comuns: Foursquare e Google Latitude. Alguns especialistas apostam que elas estão na crista da nova onda das comunidades interativas. Porém, elas não decolam.

Qual o motivo?

Foursquare é uma furada

O conceito inicial do Foursquare é bem bolado, até que o uso revela suas falhas. Para quem não conhece, o Foursquare possui uma ampla lista de localidades, incluindo empresas, restaurantes e atrações turísticas, entre outros. O usuário Foursquare pode “checar” nos lugares (procedimento de fazer “check-in“), indicando que está naquele local em determinado momento. Além disso pode deixar reviews e comentários públicos.

O Foursquare é instalado nos celulares e se comunica com o GPS dos mesmos para indicar locais próximos, sugerindo visitação e facilitando o check-in. Aqui está a principal falha do serviço. A indicação de GPS não é precisa ou obrigatória, portanto o usuário pode checar quantas vezes quiser nos locais que bem entender, por mais absurdo que pareça (até mesmo em aparelhos sem GPS). Como o uso da rede e o número de check-ins contribui para a conquista de “badges”, que por sua vez, dão ar de “status” ao usuário, logo esta lógica é furada e corrupta, induzindo a comportamentos mentirosos.

O segundo principal problema é que o Foursquare embute mais uma “obrigação” para o usuário: ficar checando toda hora. No início pode ser legal, mas logo se torna cansativo, pois não há método nativo para check-in automático (aplicativos estão sendo criados para esta finalidade).

Resumindo, além de exigir cuidados com privacidade ou segurança na divulgação de sua localização, a ferramenta cai em descrédito pela forma popular e sem critério a partir da qual foi criada.

Google Latitude é pouco utilizado

Google Latitude - AntonioBorba.comO conceito do Google Latitude é baseado na localização geográfica dos seus amigos. Mediante autorização, você pode verificar onde eles se encontram a qualquer momento. Imediatamente eu penso no “MSN” da localização geográfica. O conceito é interessante, porém o maior problema é a falta de integração e, por consequência, a falta de adesão.

Se o conceito do Latitude fosse integrado com o Messenger (alô, Microsoft), de fato seria muito mais útil. Seus amigos já estão na lista, você saberia onde eles estão e poderia saber se estão próximos a você no caso de deslocamentos, encontros ou reuniões. Além do mais, saberia se estão disponíveis ou não. Porém, da forma isolada como foi construído (ao menos neste momento, enquanto o Google ainda integra todas as suas ferramentas), é mais uma rede social para aderir e monitorar.

Entretanto, o Latitude é uma grande promessa futura, que tornará possível, dentro de uma empresa, marcar reuniões com sua equipe, monitorar o deslocamento do pessoal de vendas e realizar diversos tipos de comunicação integrada, desde que se utilize o Calendar, Gmail, Android e outras ferramentas do Google, dentro dos seus planos de dominação global.

Solução: Convergência

Para que sejam amplamente utilizadas, as novas redes sociais precisam convergir e se integrar com aquelas já existentes. As pessoas não têm tempo para aprender e monitorar mais uma ferramenta. Todos já estão ocupados demais com as “obrigações tecnológicas” criadas e impostas pela sociedade. Chega, está na hora de criar mecanismos realmente úteis.

5 comentários em Redes Georreferenciáveis não Decolam

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5 Respostas para Redes Georreferenciáveis não Decolam

  1. Pingback: Foursquare já tem versão 3.0 | Magic Blog

  2. Gabriel Lara disse:

    Antônio, já deixei comentário em outra seção, assisti a matéria e quero deixar os parabéns, você explicou muito bem o assunto para os leigos como eu! Fantástico!

  3. Outro ponto que as redes georreferenciáveis não dão certo é a utilização de pacote de dados para essas tarefas, poucas pessoas que conheço possuem um smartphone ainda mais com 3g. Os pacotes de dados no Brasil é um dos mais caros que existe, então isso não desperta interesse as pessoas.

    Também vejo algumas pessoas não demonstrando muito interesse em possuir um smartphone, e como você falou também “As pessoas não têm tempo para aprender e monitorar mais uma ferramenta”.

    Bacana o post!

    • Antonio Borba disse:

      Olá Rafael, valeu pelo comentário! De fato, o que você falou procede, é mais um motivo que dificulta a ampla utilização, mas a venda de pacotes 3G e também de smartphones tem crescido muito! Agora, no meu ver, integração entre as redes é o principal desafio futuro. Abraços!

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