ANTONIO BORBA - A MAN OF BUSINESS

TECNOLOGIA E SEUS CONFLITOS
  • 25 de julho, 2012

Web Design: o Mercado Mais Prostituído do Mundo

Tecnologia e seus Conflitos

Web Design: o Mercado Mais Prostituído do Mundo - AntonioBorba.comA consequência natural da disseminação do conhecimento (leia-se Internet) é que torna-se fácil para qualquer pessoa saber sobre praticamente qualquer coisa. Além disso, a concorrência natural dos mercados tende a nivelar valores de produtos e serviços, quando não existe um cartel por trás. Por fim, o Brasil favorece muito a informalidade.

Esses são 3 fatores que favorecem, naturalmente, a “prostituição” em diversos segmentos comerciais. Pelo termo, entenda-se: preços baixos com qualidade proporcional, clientes comprando com base no “mais barato”, imediatismo (tudo para ontem), superficialidade (ignorar aspectos técnicos) entre outros maus hábitos decorrentes da péssima prática comercial.

Afinal, construir uma carreira sólida e vender qualidade toma muito tempo. Os adeptos do imediatismo preferem vender barato e de qualquer jeito. Amanhã estarão fora do mercado, fazendo outra coisa e deixando o consumidor na mão.

Entretanto, eu acredito cegamente que: nenhum segmento de mercado é tão prostituído quanto o web design.

Através da Magic Web Design, eu estou acostumado a receber pedidos de cotação do tipo “Quanto custa um site?“, com pessoas que não querem reunião e muito menos contato telefônico. Elas querem saber “quanto custa”, bem rápido, pois já possuem “mais 15 cotações” ou algo parecido com isso. Tudo isso, apesar do aviso bem claro na página de contato da empresa:

Política de Orçamentos da Magic Web Design - AntonioBorba.com

Apesar disso, e das dificuldades intencionais que impomos a quem deseja preencher um formulário de orçamento, ainda assim recebemos 90% dos contatos de pessoas físicas, especuladores e empresas sem o menor potencial de investimento, que sequer consideram o fato de termos um portfolio expressivo, atendendo empresas do porte de Goodyear, Itaú e muitas outras.

Sendo assim, por incrível que pareça, é normal recebermos pedidos tais como:

  • Quanto custa um site estilo Facebook? (“favor responder rápido, tenho urgência”).
  • Tive uma ideia fantástica para uma rede social (gênio), quero propor uma parceria (palavra que suscita diversos tipos de arrepio).
  • Quanto custa um portal estilo _____? (preencha o nome de um portal complexo, que exija horas de navegação apenas para entender o que faz).
  • Quero um site igual a esse: ______ (escolha totalmente subjetiva).
  • Preciso de um site de e-learning, quanto custa?
  • Favor passar o preço rápido, já temos 10 cotações, só falta a sua (perfeito, prevejo uma excelente capacidade assertiva).

Enfim, já estou acostumado com esse tipo de delinquência digital. Entretanto, mesmo com mais de 16 anos de mercado, eu ainda me surpreendo com algumas coisas.

O estudante sem noção

Tudo começou quando recebemos um pedido de cotação de um estudante, o que indica que as possibilidades de investimento não são das melhores. Ainda assim, o contato foi conduzido profissionalmente e, pelo fato da pessoa morar em outro estado, foi sugerido um conference call com duração de 30 minutos (que poderia, eventualmente, ser realizado por Skype). A resposta surpreendeu:

…não temos, nesse momento, condição financeira pra fazer um contato tão duradouro por telefone. Há alguma outra opção de contato?

Claramente, ele não leu o aviso em nosso site, mas até aí também já esperamos. Entretanto, eu rebati a pergunta questionando qual a condição financeira que eles teriam para PAGAR pelo projeto, uma vez que até mesmo para a ligação telefônica não havia verba.

A resposta, é evidente, foi na mesma linha tosca de raciocínio. Os principais pontos estão abaixo:

…mas é claro que buscamos o preço mais baixo possivel… O valor mais baixo que temos é de 800 reais e um site com umas 4 paginas, formulário e localizador vocês não fariam por menos, certo?

Vejamos, em um raciocínio básico… uma empresa com mais de 50 colaboradores registrados em CLT, com sede própria, estrutura de data centers para hosting, escritórios em Curitiba e São Paulo, com 16 anos de mercado… será que podemos fazer por menos de R$ 800,00 um site com 4 páginas?

Tipicamente, eu ignoraria esse tipo de e-mail completamente sem noção. Entretanto, dessa vez eu resolvi, em exercício de “reality check“, procurar entender o quão baixo pode ser o mercado.

Minha primeira alternativa foi recorrer aos tradicionais “super web designers“, categoria de favoritos que reservo às páginas mais bestiais que encontramos por aí, só para lembrar o que nunca deve ser feito – Galdino, Varolo, “Pagineiro” (sim) e outros. Para minha decepção, muitos deles saíram do mercado ou tiraram do ar suas bizarras páginas.

Desapontado como uma criança sem brinquedo, eu resolvi recorrer ao Mestre Google para localizar tudo quanto é site rotulado como “barato“. Afinal, a prerrogativa seria preço. O resultado você acompanha através da gentil resposta que dei ao estudante-pechincheiro.

Uma resposta elucidadora (aviso: descemos bem baixo)

“Prezado ______,

Infelizmente, não fazemos por este valor. Mas, para ser sincero, você não está pagando barato, tem negócios muito melhores na web, dá uma olhada abaixo:

O QVMax, neste exato momento, está em promoção imperdível (mas só este mês). Eles fazem o site por apenas R$ 600,00 mas parcelam em 12x sem juros. E se você puder colocar R$ 100 a mais na sua verba, o portal custa apenas R$ 900 (também em 12x) – o vídeo dele claramente me convenceu, o cara é um ótimo vendedor, assista:
http://www.qvmax.com/
(ao final do vídeo, eles prometem um design “Incrivelmente inacreditável”)

QVMax - Vídeo Imperdível - design “Incrivelmente inacreditável - Mas "só esse mês"

O Sitebarato.org tá melhor ainda – faz isso mesmo – sites baratos, a partir de R$ 500,00 (quase 50% do que você tem cotado):
http://www.sitebarato.org/

O “Meuprimo” (Obs.: não é meu primo) traz um preço ainda melhor, é cerca de R$ 300,00, ou seja, quase 1/3 do seu orçamento:
http://www.meuprimo.com.br/

A PME oferece o “primeiro site” por 3x R$ 97,00 = R$ 291,00, mas não incluem hospedagem nem registro (podemos achar coisa melhor do que isso, mas confira, não custa):
http://www.oseuprimeirosite.com.br/

Por R$ 8,00 a mais (apenas R$ 299,00 por ano, também parcelados em 12x), o teu.com.br (embora não seja “teu”) oferece domínio, hospedagem e site – mas seriam apenas 3 páginas, então você teria que diminuir uma página do seu projeto ou ainda, negociar com eles:
http://www.teu.com.br/

Se for para pagar ainda menos, tem o “só falta você” que oferece 4 páginas (o que você precisa) por R$ 250,00. Em compensação, não parcelam. Achei muito inflexíveis:
http://www.sofaltavoce.com/websites.htm

Talvez a melhor opção seja o Djonny Fernando, que promete um atendimento “Humanizado” (isso é bom!) e cobra apenas R$ 21,90 mensais, o que inclui hospedagem (vai dar R$ 262,80 no ano, mas em 12x):
http://www.djonnyfernando.com/criacao-de-sites.html

Djonny Fernando - atendimento humanizado, embora apenas por e-mail

Espero ter ajudado. Abraços,”

Adendo final

Alguns de vocês podem estar se perguntando…. “Mas o que aconteceu depois disso? O estudante ficou bravo?

Enfim, caros amigos, a resposta que eu recebi foram as mais sinceras palavras de agradecimento, sinal de que estamos, realmente, todos perdidos. Boa sorte e salve-se quem puder!

Prólogo: Direito de Resposta – MEU PRIMO

Em tempo, alguns depois da publicação deste post, o Meu Primo (obs.: não é meu primo – rsrs desculpem a repetição da piada) entrou em contato comigo e argumentou a respeito da política comercial deles. Eu continuo não concordando com isso e mantenho meu ponto de vista, mas fica registrado aqui o direito de resposta deles:

Nossa empresa foi citada em seu texto, isso nos chamou a atenção, pois ele passa a impressão de que qualidade na internet está diretamente relacionada a preço, nós acreditamos que até a menor empresa tem o direito de apresentar seus serviços na internet, mesmo sem ter muito dinheiro para investir, a qualidade de um website vem de quem o produz e não do valor que cobra.

O ideal é entrar em contato com a empresa e assim saber como ela trabalha, ao invés de usar pré-conceitos para formar opinião e tomá-la como verdade.

33 Respostas para Web Design: o Mercado Mais Prostituído do Mundo

  • Francisco disse:

    Rapaz mesmo esta sendo uma matéria antiga eu tive que responder. Primeiramente parabéns pela resposta afinal de contas você deve atender o cliente o maximo que puder, nem que seja indicando a ele outro estabelecimento, mas ele deve sair satisfeito. Quanto a essa “prostituição” estou interessado em ingressar neste mercado e tenho lido muito sobre a dificuldade de ir contra estes que cobram um preço bem abaixo. Mas meu antigo professor de faculdade sempre falou que este tipo de “profissionais” sempre vão ter, mas uma hora ou outra eles acabam se queimando, é questão de tempo.

  • Wilson disse:

    Triste realidade, infelizmente até os bons profissionais são obrigados a diminuir seus preços por causa de “web designers” curiosos e com conhecimentos basicos!
    Otimo post!

  • Parabens pelo post. Concordo 100% com você. Por culpa de outras pessoas acabam desvalorizando o trabalho profissional dos web designers, lembrando que ser profissional não é apenas ter um titulo e sim os conhecimentos e experiencias… algo que esta faltando nesse povo que so cobra barato para enganar os clientes.

  • Reinado Nunes disse:

    Eu acredito que sim, valor está relacionado com qualidade. Concordo também que até mesmo as pequenas empresas precisam expor sua “cara” na internet. Mas mesmo assim, prostituir a web é ruim. Vejo muitas empresas por aí oferecendo “logomarca” (esse termo não existe, o cara pode se dizer formado em design, falou “logomarca” perde toda a credibilidade) por 50 reais, ou menos até.
    E sempre há aquela desculpa de “o meu é mais barato, não faça lá com a empresa X por que é muito caro”. E aí saem páginas poluídas, sem conteúdo, por preço de banana.

    Concordo com a opinião do autor.

    • Antonio Borba disse:

      Reinaldo, obrigado! Sei o que você quer dizer por “logomarca”, ocorre que esse termo se popularizou e tenho dúvida se devemos seguir ao pé da letra o fato de não usar logomarca, usar termos como logotipo para diferenciar uma coisa da outra, etc. Enfim, há debates, mas é isso, precisamos ter um nível mínimo a manter. Abraços

  • Fernando Alves disse:

    Boa noite, sr Antonio.

    És um executivo bem-sucedido, acredito que possui instruções o bastante para exprimir sua ótica de uma forma mais profissional; sem expor a integridade moral de pequenos profissionais e/ou micro-empreendedores.

    Não é agradável para um empreendedor citar, por pior que seja a qualidade, a forma como deveras empresas atuam no mercado. Aproveitar-se da notoriedade e status no mercado para satirizar a perspectiva de pessoas desprovidas de instruções é deselegante, anti-ético típico de pessoas inescrupulosa.

    Lembre-se: Cada individuo possui vida singular. Nem todos adquirem a mesma experiência e possuem oportunidades para prosperar na vida profissional.

    Ah… Me esqueci. Nem todos possuem a sabedoria para compreender.

  • Julian disse:

    Não consigo um estágio de web designer aqui na minha região (MACAÉ RJ) me de algumas dicas.

  • Rafael disse:

    Esqueceu de citar o sitedausina.com.br que faz site em comodato com até 5 páginas por R$50,00 + hospedagem mensal de R$10,00 ou anuaidade de 96,00 com a instalação do site inclusa.

  • Ted Teixeira disse:

    Hoje em dia para ganhar dinheiro (não trocados) com web design, somente sendo empresa com sede e estrutura, pois só assim é possível conquistar clientes grandes e que entendem o valor de um site e estão dispostos a pagar por um trabalho profissional.

    Pelo que entendi dos exemplos citados, não parecem ser empresas, mas sim freelancers que trabalham em casa e não tem empresa aberta, muito menos sede. Provavelmente jovens que moram com os pais e não tem custos com praticamente nada, visto que trabalham na informalidade.

    O mercado de cursos online e offline de web design se popularizou e agora qualquer jovem pode se tornar um “expert” em questão de dias.

    Deveriam ser chamados de “editores de templates”, porque é o que a maioria destes “profissionais” faz. Eles conhecem nomenclaturas e sabem fingir que sabem, mas na verdade seus conhecimentos são extremamente superficiais.

    São sustentados pela família e cobram barato porque a grana é para baladas e itens pessoais; eles não vivem disso, logo qualquer graninha extra serve.

    Podem existir freelancers sérios, que se valorizam, mas são poucos. Os que conheco sobrevivem graças a seu grupo de contatos, networking, indicação e trabalham diretamente com os clientes.

    Outro time prefere ser freela de agências, o que costuma a ser a pior alternativa devido aos baixos valores pagos, afinal de contas empresas sérias não utilizam de freelancers e as que fazer, exploram mesmo.

    O problema da prostituição é que ela não tem volta. Quando mais barato eles cobram, mais os clientes vão “chorar”, e o pior é que eles vão atrair somente clientes quebrados. Pessoas sem a mínima noção e muito menos condição, que querem um site estático para divulgar a sua micro empresa que talvez não dure um ano (de acordo com o SEBRAE, 80% das empresas quebram em até 5 anos por falta de planejamento) só para contar aos amigos que tem site.

    Se é para ter um site somente para dizer que tem, sem planejamento estratégico e foco em trazer resultado, com investimento em marketing, então é melhor não ter site algum, afinal qual seria a necessidade? Trabalhar até conseguir ter condições para investir, mas quem faz isso?

    O Brasil é todo errado porque o povo é orgulhoso, resistente a mudanças e desprovido de humildade. Não sabem se impor e mostrar o seu valor, e quando alguém tem sucesso, preferem criticar em vez de se espelhar.

  • Sergio disse:

    Bom Dia AB, Devemos talvez concordar com o “Meuprimo”.
    Qualidade não está diretamente ligado a preço.
    Ótimo, mas espera um pouco, essa frase é um pouco genérica.
    Pessoas podem cobrar caro, e a qualidade ser uma porcaria.
    Pessoas podem cobrar barato, e a qualidade ser ótima.

    Ou ENTÃO…

    Pessoas que façam um ótimo trabalho, devem saber se valorizar e cobrar um preço justo.

    Se ficar nessa mentalidade genérica, “MeuPrimo” infelizmente você poderá quebrar o mercado oferecendo preços baixos, desvalorizando seu trabalho.

    Citei algo parecido no Comentário abaixo, Você monta um negócio bom, único, inovador, e começa a valorizar, as pessoas ao redor logo perceberão e concerteza abrirão concorrência, baixando os valores, até que chega um momento que o mercado fica saturado e infelizmente ninguém mais conseguirá obter lucros.

    Ps. Não leve isso como algo ruim, leia mais sobre atividades ligadas ao comércio, vale a pena.

    Abraços Sr. A.B.

    • Antonio Borba disse:

      Esse fato da cópia é muito comum no Brasil. Engraçado que em outros países isso não é tão evidente.
      Quer um exemplo? Compras coletivas… o excesso de empresas, a prostituição do setor… o mercado quebrou. Está deficitário.

    • Ricardo disse:

      SERGIO!”!!!!! Pessoas como você , com esse tipo de argumento é que fazem esse mercado se tornar prostituido, se todos fossem profissionais teriam preços justo e não fazer o que fazem querer esmolar, vão se FU!!!!! Eu tenho meu preço e não abaixo porque um miserável quer ganhar na minhas costas!!!!!!

      • Sergio disse:

        Boa Noite Ricardo,

        Acho que você se equivocou ao ler meu texto, eu sou contra aqueles que baixam preço para conquistar cliente.. Leia novamente, você entenderá.

        Abraços

  • Olá Antonio, li todo o seu texto e gostaria de parabenizá-lo por todo o conteúdo mas gostaria de realizar algumas ressalvas, pois existem algumas variáveis que não foram consideradas, como por exemplo, pequenas empresas com baixo faturamento.

    Em relação a valores de um site sabemos que depende da complexidade do projeto e a “www.djonnyfernando.com” visa oferecer um site simples de até 05 páginas e um formulário de contato. O Atendimento humanizado é uma carência identificada no mercado e por isso trabalhamos desta forma. Reduzimos ao máximo o número de horas aplicadas ao projeto através de um briefing bem aplicado e a máxima utilização de algumas soluções disponíveis no mercado o que consequentemente reduz o preço final dos produtos em questão.

    Vivemos no Brasil, país com a maior incidência de impostos. Todos os micro e pequenos empresários que iniciam um negócio próprio tem grandes dificuldades financeiras nos seus 24 meses iniciais e buscam soluções digitais que os atendam de forma satisfatória a baixo custo, este é o nosso nicho de mercado e não grandes empresas as quais tem condições financeiras de arcar com um projeto robusto como o mencionado em seu texto.

    São mais de 34 mil empresas no Brasil com faturamento bruto inferior a R$ 10.000 / Mês, sem dúvida um site de alto custo impactaria significativamente se levarmos em conta que a lucratividade final destas empresas gira em torno de 30% do valor total faturado. Um grande problema também é a falta de conhecimento da aplicação dos materiais digitais, muitos não detêm um conhecimento apurado na forma de divulgação do seu site e em alguns casos o nível de acesso é inferior a 100 acessos únicos ao mês, sem dúvida o ROI se torna altíssimo nestes casos.

    Obrigado pelo espaço disponibilizado e sucesso!

    Um Abraço

    Djonny Fernando Friesen – http://www.djonnyfernando.com
    contato@djonnyfernando.com

    • Antonio Borba disse:

      Eu não posso admitir que uma empresa precise pagar R$ 21 por mês para fazer um site. Uma empresa como essa nem pode existir ou não deveria ter site. Ela não teria dinheiro nem mesmo para pagar um funcionário pelo salário mínimo.
      No email em que trocamos, você também explicou que seu “atendimento humanizado” seria pelo fato de visitar seus clientes todo mês. Sua frase: “todo o projeto desenvolvo ao lado do cliente visitando-o ao menos uma vez ao mês.”
      Pois bem, cobrando R$ 21 mensais, você não paga nem mesmo a GASOLINA necessária para fazer o atendimento ao cliente, quanto mais o valor de uma hora técnica.
      Tudo isso é surreal. Um site de R$ 21 por mês só pode ser verdade se você mantiver toda a comunicação no virtual. Mas está aí, seu direito de resposta garantido. Abraços.

  • Sergio NF disse:

    Sr. AB.. Não só este mercado, mas qualquer outro…
    O Brasileiro tem como princípio barganhar, e aquele que fizer o menor preço, leva. Independente da qualidade do serviço.
    Um Exemplo de outra área de trabalho é o Despachante Aduaneiro, antigamente era cobrado R$1.500,00 para uma importação.. Hoje despachante bom consegue cobrar um salário mínimo e olhe lá… Mtos ajudantes de escritório na época perceberam que era um bom valor fazia 5 Importações tirava R$2.500,00 com seu desconto.. Até que surgiu outro que faria os 5 por menos.. e po menos…
    Resultado, tem muitos que um dia foram Office-boy, que hoje cobram menos de R$100,00 triste realidade do Mercado Prostituído, esse cara se um dia tiver um Processo enrolado, simplesmente não conseguirá pagar um advogado caso necessário..
    Área de informática, faço manutenção, tenho meus clientes fixos Mantenho um valor pareado com o mercado, porém sempre aparece um “espertinho” que tenta baratear o atendimento, sorte a minha que por confiança de meus clientes nunca perdi para estes recém formados em Cursinhos de Manutenção..
    Durante os 16 anos da MagicWeb, você aprendeu o mercado, você evoluiu junto com ele, adquiriu um belo histórico. MagicWeb é uma empresa sólida.
    Os novatos que entram nesse mercado para se prostituir, sobrevivem por um certo tempo mas não duram muito tempo pois, não devem conseguir investir em novas tecnologias, eles sabem o básico e ficam nisso.
    Triste realidade da maioria dos brasileiros.
    Se alguem abre um novo mercado, e as pessoas percebem que está valorizando, após um tempo aparecerão várias pessoas copiando a idéia, até que ninguém mais consigo tirar proveito do mercado, tornando inviável alguém obter lucro.
    Credo, um texto enorme.. hehe.
    Abraços AB.

    • Antonio Borba disse:

      Cara, seu texto é quase um post! hehehe mas muito bom, as considerações foram bem ponderadas, e complementam muito bem o assunto discutido aqui. Valeu, agradeço sua colaboração, caro amigo.
      Abraços!!!

  • Dura realidade! Por essas e outras que deixei de ser Web Designer (O menino que é bom no photoshop e front-end e que nunca vai ganhar bem) para ser um Designer de Interação, focando muito mais em UX, Usabilidade e arquitetura da informação para sistemas.
    Mas vou lhe dizer que essas ferramentas para fazer sites “automáticos” também apresentam problemas, os usuários não querem e não sabem configurar essas ferramentas. Eles vão ter que contratar alguém para fazer isso. Já me pediram e eu não fiz lógico, mas pediram! kkkkkk
    Adorei o post, realidade total.
    Abraço!

  • Dura realidade! Por essas e outras que deixei de ser Web Designer, o cara bom de photoshop e front-end para ser Designer de Interação, trabalhar UX e questões de usabilidade, arquitetura da informação…

    Mas essas ferramentas que fazem sites automáticos em HTML5 tem um problema, o usuário não sabe e não quer ficar configurando nada, já me pediram pra fazer isso (rs).

    Ótimo post, realidade total!
    Abraço,

  • Tati disse:

    Poxa! Os caras do Só Falta Você não parcelam! hauahuahaua achei engraçado – e realista – o post.

  • João disse:

    Borba:

    Entendo perfeitamente o que você quer dizer com o seu post. No entanto vou-me permitir ser um pouco mai mau do que vc foi.

    O maior problema é que empresários de pequenas e médias empresas e também aspirantes a tal não têm a mínima ideia dos custos associados bem como do porque um determinado site custa mais do que outro, assim não apostam na qualidade que lhes vai na realidade dar dinheiro, mas sim em algo que nem sequer sabem para que serve direito.

    • Antonio Borba disse:

      É possível que sim em alguns casos. Em outros, o que percebo é a mais pura má vontade aliada a um sentimento de desvalorização do trabalho dos outros. Enfim, os maus profissionais do mercado contribuem para isso, praticando preços predatórios que os permitem “viver pra comer” em um primeiro instante. Mas tão logo aumentem um pouco o número de clientes, perceberão que a política predatória não é suficiente para manter seus negócios de pé… E que este tipo de cliente que busca o “mais barato” não é fiel. Haja visto: compras coletivas.

  • Leonardo disse:

    Parabéns pelo Post,

    Total realidade! Post de leitura agradável e divertida.

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