- 20 de janeiro, 2012
Lojas Capoani: Péssimo Atendimento e Roupas de Outlet
Cotidiano
A Capoani é uma rede curitibana de lojas de roupa tidas como “de luxo”. Vende marcas famosas, tais como Boss, Versace, Ermenegildo Zegna, Ricardo Almeida, Diesel, Ralph Lauren, Tommy Hilfiger, dentre outras.
Eu não tenho o hábito de fazer compras regulares nessa loja, pois considero que os preços costumam ser abusivos. Na minha opinião, é muito mais vantajoso comprar roupas no exterior, aproveitando viagens de turismo ou negócios: além de mais baratas, há maior variedade.
Entretanto, a Capoani ainda era uma opção para aquela roupa diferenciada para uma festa, um presente mais exclusivo ou mesmo um sapato masculino de melhor qualidade, item quase impossível de ser encontrado em Curitiba. Isso antes da experiência que vou relatar abaixo.
Atendimento ofensivo
Verdade seja dita, na loja da Coronel Dulcídio, onde já fiz algumas compras, sempre fui muito bem atendido, e até bajulado, algo que eu detesto, mas entendo que possa agradar ao público-alvo da loja.
Entretanto, na loja do Shopping Crystal, o oposto ocorreu. Não foi a primeira vez que percebi um atendimento de má qualidade nessa loja, mas dessa vez recebi um tratamento tão ruim que chegou a ser ofensivo e ridículo.
Tudo aconteceu quando resolvi trocar uma camisa polo que havia ganhado de presente de Natal. A sequência de gafes sucedeu-se conforme abaixo:
- Golpe da promoção: todas as peças haviam entrado em promoção, como é natural no mês de janeiro. Entretanto, a vendedora considerou como valor de troca o preço da promoção, sendo que o valor pago no Natal foi quase o dobro. Tive que discutir para reverter a situação, mas se eu não houvesse percebido isso, teria sido lesado.
- Ajuste negado: ao escolher a peça, uma polo que ainda estava mais cara do que a peça da troca, a vendedora informou que o ajuste seria por minha conta, já que eu estaria “comprando uma peça de promoção“. Ou seja, me senti um cidadão de segunda classe por estar comprando com desconto, isso que fui fazer uma troca. Esse pessoal realmente parece que faz favor em atender os clientes. Quando comprada a peça no Natal, eu teria direito ao ajuste por conta da loja. Agora, ao trocar por uma peça mais cara, perdi o direito. Faz sentido para alguém? Não tem problema, eu falei para a vendedora que não iria discutir por mesquinharia e levaria a camisa ao meu alfaiate. Se fosse em uma loja popular, eu entenderia o “alto custo” que eles teriam por encurtar uma camisa. Não em uma loja de luxo, com uma peça que custou mais de duzentos reais. Mas ok!
- Peças de coleção antiga: quando a vendedora começou a discutir comigo devido ao ajuste, eu falei a ela que as peças da loja eram de 2 anos atrás, pois vários modelos eu havia visto no exterior justamente em uma viagem no ano de 2010. A primeira vez em que falei fui ignorado, já a segunda em vez que toquei no assunto, até a caixa ficou “alterada”. Ela teve a audácia de sair do seu posto e falar para mim “não sei se você sabe, mas as peças demoram dois anos e meio para chegar ao Brasil“. Oras, não sei se dou risada ou choro ao ouvir uma afirmação de tamanha burrice. Nem trazendo a roupa de bicicleta ela iria demorar tanto para chegar. Se a loja quer vender roupas velhas, é opção dela, só acho que o consumidor não está sendo avisado disso.
E foi assim que, para trocar uma simples camisa polo, enfrentei uma discussão sem propósito, sendo tratado de forma chula por uma vendedora e uma caixa desqualificadas e destemperadas.
A loja do Park Shopping Barigui não é diferente. Tudo bem que meu sócio, o Juliano Gusso, adota um estilo “meio marginal” de se vestir, pois só usa Harley-Davidson e roupas escuras de forma geral. Isso deveria denotar poder aquisitivo, mas os vendedores mauricinhos de Curitiba sempre o medem de cima a baixo. Fato é que ele entrou na loja do Barigui para comprar um terno, mas não havia sua numeração. Foi informado de que os ternos estariam na loja do Batel, deixou um cartão da Magic e pediu para avisarem quando chegasse. Ninguém fez nada, ele foi completamente ignorado.
Eu também tentei comprar um terno para ele, justamente na loja do Batel (Coronel Dulcídio), onde eu relatei que fui bem atendido. Mas, mesmo lá, eu pedi algumas fotos dos Ricardo Almeida e fui ignorado também, sob uma desculpa qualquer.
Será que esse pessoal não quer vender? Ou será que temos cara de mendigo?
Peças de “outlet do outlet”
Um amigo estilista já havia me perguntado “por que você compra na Capoani, quando pode comprar roupas em São Paulo? A Capoani só vende roupas de coleções passadas“. Faz sentido, é muito difícil identificar coleções passadas ao comprar ternos e camisas. Entretanto, eu consegui identificar isso nas camisas polo, fator confirmado claramente pela afirmação da caixa de que as roupas levam “dois anos e meio para chegar ao Brasil”.
Ocorre que em São Paulo temos o Shopping Iguatemi, o Cidade Jardim e até mesmo as lojas da Oscar Freire. Já aqui em Curitiba, por questão de comodidade, acabamos na Capoani, onde somos enganados. Vejamos… uma camisa polo da Ralph Lauren custa de US$ 40 a US$ 95 na loja oficial, conforme o modelo. Em outlets, onde temos a defasagem de uma coleção, pagamos US$ 30 ou menos. Quanto custa uma peça com dois e meio de defasagem? US$ 15? Seria o “OUTLET DO OUTLET”?
Pois bem, na Capoani essas peças custam entre R$ 328,00 a R$ 400,00 e quando entram em promoção, custam de R$ 199,00 a R$ 240,00, conforme o modelo. Ou seja, pagamos em torno de US$ 150 a US$ 220 fora da promoção e no mínimo US$ 120 na promoção. Mesmo considerando os impostos no Brasil, isso é um ultraje.
Pior ainda: o consumidor não é avisado disso. Ninguém sabe, ao entrar em uma loja Capoani, que vai comprar peças ultrapassadas.
Veja a prova. Esta é uma foto que tirei na loja esta semana:

E aqui está a mesma camisa, comprada em Chicago, em uma viagem que fiz em 2010. Veja ela no meio de outras, algumas das quais também estão disponíveis na loja:

Ou, mais precisamente:

Implorando para reclamar
Sejamos justos. Quando fui mal atendido, minha primeira atitude foi procurar a vendedora que me atende na loja do Batel e relatar o ocorrido. Falei para ela que gostaria de conversar com um gerente responsável, ela passou para a gerente da loja do Batel, que não tinha relação alguma com a loja do Crystal, mas me informou o telefone do escritório central.
No mesmo dia, eu liguei para o escritório central, expliquei o ocorrido e pedi para falar com um responsável. Fui informado de que essa pessoa seria a Valéria, mas ela não estava disponível. Falei que ligaria depois.
No dia seguinte, liguei novamente. A Valéria ainda não estava. Deixei meu nome e telefone, expliquei que era sobre uma reclamação e pedi que me ligasse. Nada.
Dois dias depois, liguei mais uma vez. Novamente, a Valéria não estava. Deixei nome, telefone, repeti o problema e não recebi nenhum retorno.
Agora, me pergunto: que tipo de loja é essa que simplesmente não aceita reclamações de clientes? A minha vendedora costuma passar SMS de Natal e Ano Novo, invadindo meus feriados mais íntimos para desejar Boas Festas e avisar de alguma promoção (there’s no free lunch). Entretanto, ignorou completamente minha reclamação. Passou a bola adiante e não se preocupou em nenhum instante sobre qual seria minha reação. E claro que nunca mais vou por os pés lá.
A gerente da loja do Batel, por sua vez, teve a mesma atitude da vendedora. Dá para entender um pouco melhor qual a é filosofia deles. Agora, no escritório central ignorarem completamente minha tentativa de relatar o problema, aí foi demais. Um cliente que reclama e relata um problema ainda é um cliente que pode ser conquistado. E dá um feedback importantíssimo para o empresário. Mas pessoas despreparadas ignoram isso.
Creio que o meu amigo tem razão. Comprar em São Paulo é muito melhor, mais fácil e sou sempre muito bem atendido.
Enfim, Capoani, não querem aceitar minha reclamação, não vou implorar mais. Perdi duas horas escrevendo este post. Agora engulam essa.
- Tags: Barigui, Batel, Capoani, Crystal, Curitiba, Diesel, Ermenegildo, lojas, lojas Capoani, polo, Ralph Lauren, Ricardo Almeida, roupas, Tommy Hilfiger, Versace, Zegna















Antonio,
Estive na Capoani do shopping Crystal e sinceramente, me surpreendi fui bem atendido !
Olá Wagner! Creio que foram outras vendedoras que lhe atenderam, ou eles melhoraram consideravelmente! Brincadeiras à parte, não sou contra a Loja nem quero fazer uma cruzada pessoal – apenas contei uma experiência – e creio que há uma chance de ser bem atendido, sim, apesar das minhas constatações.
Na verdade, Curitiba precisa de uma loja de padrão parecido, apenas gostaria de ter certeza de que vou comprar peças atuais ao entrar em uma loja assim. Abraços!
Borba voçe esta completamente com razao ja me aconteceu a mesma coisa e tem outra esses vededores so porque vendem roupas caras ficam se achando sendo que o salario dele nao da pra comprar uma camisa
Agora em relaçao ao preço curitibano e assim mesmo ele se acha comprado uma camiseta de 400 enquanto nos E.U.A E 50 CONTO LAMENTAVEL
Sergio, falou uma bela verdade! Obrigado pelo comentário e um abraço!
Tão prepotente quanto a loja. Péssimo você.
Vou ignorar o e-mail falso que você preencheu, apenas para perguntar uma coisa: você é uma das vendedoras?
Para escrever um comentário desses, sem qualquer argumento que justifique sua afirmação, só posso presumir que você tem pouco estudo e não sabe expressar um pensamento coerente, ou está magoada.
Borba,
So tive tempo de ler seu relato na integra agora. Realmente, a atitude desta loja tão “conceituada” na “cidade” de Curitiba é lamentável.
1. A melhor coisa que você fez foi criar este post. Já que o escritório central não responde por falta de tempo (ou simplesmente medo), nada melhor que usar a boa e velha internet. Espero realmente que os incompetentes vejam seu post e até respondam.
2. Quanto ao jeito que trataram seu sócio, isso reflete a falta de profissionalismo dos “vendedores” mauricinhos e patizinhas, além do óbvio preconceito. Um cliente a menos.
3. Entrei UMA vez nessa loja da HAI SOSAITÍ curitibana. Fui muito mal atendido. Ao perguntar o preço de um produto (que além de ser do outlet do outlet e estar precificado como lançamento) a vendedora fez uma cara de indignada com uma mistura de nojo.
4. Aonde que levam DOIS ANOS para receber um produto?!?!?! Isso não é devido a tramites alfandegários, mas sim a empresa visando lucro obviamente.
Já não gostava muito da Capoani, agora gosto ainda menos.
Mas o pior mesmo, é que as pessoas que querem estar “in” vão sempre comprar nesse estabelecimento. Parece-me que quanto maior o preço do bem, mais satisfação o curitibano obtem dela, apesar de na verdade ser de uma coleção anterior ou ultrapassada.
Mas fazer o que né…
Greg, muito bom, seu comentário complementa de forma interessante o que foi exposto aqui. Bem… o negócio é o seguinte, vamos resumir: produtos de luxo e algumas valorizações de status social são muito relativas. Pessoas que realmente têm muito dinheiro, sequer usam algumas roupas com marcas expostas, como essas que eu, você e boa parte das pessoas usam.
Então, a bem da verdade, é o seguinte: esses vendedores não têm uma vida sequer próxima daquelas que seus clientes levam, então eles não têm nada que olhar com cara de nojo como fazem. E, mesmo que tivessem uma vida de “hi society”, deveriam saber que existe uma diferença entre “novo-riquismo” e pessoas ricas de verdade. Enfim, no fundo mesmo são burros, porque perdem venda e se queimam. Só pioram a má fama dos curitibanos.
Abraços!
É um absurdo quando você de alguma maneira quer ajudar a melhorar o atendimento e acaba sendo ainda mais desrespeitado, visto o preço abusivo que se esta pagando.
Oi Fernando! Obrigado pelo comentário. Nem fale, dá a impressão de que te fazem um favor mesmo. É assim que boa parte dos estabelecimentos de luxo costuma agir em Curitiba. Lamentável.
Afff, Verdade NF quando é presente é um absurdo!!!! Nessa questão lojas como Renner e C&A tiram de letra, pois so nao garantem o preço, se a peça ja foi remarcada paciencia, mas se tem a NF mantém o valor!!! Att
Ola Antonio, muito interessante este post, estou passando por um problema com uma loja do Shopping Park Barigui, a Puma, que se recusaram a trocar ou avaliar 2 peças com defeito de fabricação pelo simples fato de não ter a nota fiscal em mãos, mas, se foi um presente, quem entrega um presente e a nota do produto para você? enfim, encontrei a nota e voltei la, estou aguardando avaliação, acho que o problema é com marcas internacionais, o atendimento nao foi dos melhores. Nao sei se você considera ou gosta de marcas nacionais, temos o movimento da ABIT – “IMPORTÔMETRO”, que tem como objetivo coletar 1 MILHÃO de assinaturas para conseguirmos um REGIME TRIBUTÁRIO COMPETITIVO PARA A CONFECÇÃO, se puder nos ajudar a divulgar, estarei grata o link é http://www.abit.org.br/empregabrasil/ ; E obrigada pela sua manifestação sobre a Capoani, vou divulgar entre o pessoal que trabalha com moda aqui em Ctba!
Oi Gabriela, valeu pelo comentário, o lance da nota fiscal é complicado mesmo. Se tem etiqueta, pra que a NF? Terrível. Esqueci de falar que também encheram o saco com isso e ainda falaram “estamos abrindo uma exceção de trocar sem a NF” – é de lascar. Abraços!!!