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Nós Temos o Poder da Escolha?

Nós Temos o Poder da Escolha? AntonioBorba.comComo bom fã de Roger Waters (ex-vocalista do Pink Floyd), eu já analisei e interpretei todas as suas letras. Uma delas em particular me chama muito atenção. É um trecho de “It’s a Miracle“:

We’ve got Mercedes
We’ve got Porsche
Ferrari and Rolls Royce
Yeah we’ve got choice

Waters quer dizer nesse trecho que, na verdade, não temos muita escolha. Todas as opções acima significam se render ao consumismo que cerca nosso mundo. Nossa opção (em 99% das vezes) não se resume a escolher entre usar carro ou andar a pé, mas sim que marca de carro comprar.

Eu me sinto assim ao utilizar vários tipos de serviços. Por exemplo, quem já não teve problemas com TV a cabo? Conheço pessoas que não podem ouvir falar no nome Net sem ter uma úlcera. Outras não querem nem pensar em contratar a Sky. Eu já tive uma experiência nada agradável com problemas de sinal da Sky, por outro lado o suporte técnico na Net não é dos mais inteligentes. E qual deles é? Ligar para o suporte técnico é sempre um insulto à inteligência do ser humano. Mas, como há muita gente burra neste mundo, talvez seja um mal necessário. Minha empresa também presta suporte ao cliente, não é nada fácil.

Telefonia: ainda pior?

Telefonia - Fonte de Problemas - AntonioBorba.comMudando o assunto para telefonia celular, a coisa só piora. Atualmente, temos na empresa um plano corporativo da Vivo. O sinal do 3G é pra lá de instável em certas regiões, tanto em Curitiba quanto em São Paulo. Ultimamente, meu celular tem exibido mensagens de “canais ocupados” e não consegue discar, às vezes tenho que quebrar o galho no SMS. Quem tentou ir ao Autódromo Internacional de Curitiba no último fim de semana enfrentou um congestionamento completo das linhas. As chamadas simplesmente não completavam. Nextel idem. Aliás, quem tem Nextel faz como se estiver insatisfeito? Todos reclamam do congestionamento e péssima qualidade dos rádios, motivo que já levou a circularem muitas sátiras nas redes sociais. Entretanto, a Nextel parece adorar investir nas propagandas babacas “esse é meu mundo” e se esquece da qualidade para os usuários.

Gostaríamos de mudar para outra operadora, mas vejamos as “escolhas” que temos… com a TIM, a qualidade parecia ser boa, entretanto éramos roubados descaradamente nas contas telefônicas e mensalmente precisávamos deixar um funcionário empenhando na revisão detalhada da fatura. Sem contar que já ouvi vários amigos reclamarem de problemas para receber SMS (problemas que no passado eram mais associados à Vivo). Com a Claro, já tivemos problemas de qualidade da mesma forma.

Então vamos falar de telefonia fixa. Há uma empresa cliente nossa que está estressadíssima com a GVT. Diz que, na central telefônica deles, é preciso discar 2 ou 3 vezes para um número celular porque a GVT simplesmente não o reconhece e diz que o número está errado. Já passamos por isso e sei que é verdade. Entretanto, após dois anos sofrendo com problemas no tronco digital da Embratel e constantes quedas na VPN entre os escritórios, decidimos migrar para a GVT e parece estar tudo bem. Já a conexão Internet da GVT, que todos dizem ser excelente, para nós só apresenta quedas e instabilidades. E isso que usamos uma conexão de 100Mbps via fibra ótica (a “super-banda larga” ou sei lá o termo marketeiro que usam).

Concluindo, que escolhas temos?

Escolhas Servidas na Bandeja - AntonioBorba.comUma das poucas teorias conspiratórias que existem na minha mente diz que, na maior parte de nossas vidas, simplesmente não temos escolhas. O Governo e as grandes corporações trabalham para que tenhamos a ilusão de estar decidindo nossas vidas, mas na verdade não temos para onde correr.

É bem simples entender isso. Suponha que você quer sair para jantar com sua esposa ou namorada. Em vez de perguntar para ela se deseja sair para dançar ou jantar, é bem mais sutil oferecer duas ou três opções de restaurantes. Qualquer escolha vai resultar no mesmo programa: um jantar. E ela terá a ilusão de estar escolhendo. Parece sinistro, mas é assim que acontece.

Em nossas vidas, muitas escolhas vêm disfarçadas, servidas em uma bandeja.  Passando por todos os serviços de necessidades básicas (água, energia, comunicação) até entretenimento (música, times de futebol, programas culturais) e bens de consumo (carro, celular, tablet), acabamos sempre nos igualando à massa, preservado o diferencial de nosso poder aquisitivo, que nos dá uma ilusão de escolha ainda maior.

Conforme coloquei anteriormente, a qualidade dos serviços que nos oferecem parece ter muito mais a ver com sorte do que com a competência do fornecedor. Portanto, creio ser melhor escolhermos pelo preço ou com base no sorteio.

Já na vida pessoal, creio ser importante sempre pensar um pouco além, tentar enxergar o “panorama” das coisas. Que escolhas realmente estamos fazendo? Que rumo estamos dando às nossas vidas?

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