O Social Commerce não Existe

Ouça áudio com entrevista ao final da matéria.
O Social Commerce não Existe - AntonioBorba.com
O verdadeiro Social Commerce, no que se refere ao e-Commerce realizado por meio das redes sociais, ainda não existe. Essa afirmação pode parecer uma surpresa para as pessoas que acreditam fielmente nos sites de Compras Coletivas, porém o conceito social de vendas não está presente neles. Entenda as razões através do estudo que se apresenta a seguir.

Primeiramente, cabe conceituar o significado real de Social Commerce. Conforme a Wikipedia:

Social commerce[1] is a subset of electronic commerce that involves using social media, online media that supports social interaction and user contributions, to assist in the online buying and selling of products and services. More succinctly, social commerce is the use of social media in the context of e-commerce.

Então, por esta definição, entendemos o conceito de Social Commerce como sendo o uso das mídias sociais e interação dos usuários para ajudar a comprar e a vender. A forma mais conhecida deste mecanismo é através de opiniões e reviews dos consumidores. Mas ainda é pouco.

Os sites de Compras Coletivas qualificam sua experiência como Social Commerce e isto está errado. As vendas não são feitas através de redes sociais e a tal da “quantidade mínima” de vendas para “ativar uma oferta” é pura balela. Com vendas na casa de centenas ou milhares de cupons e quantidades mínimas estabelecidas nas casas das dezenas, obviamente a oferta sempre será ativada. Não existe a necessidade do usuário divulgar a oferta para sua rede e angariar compradores. Isso sim tornaria o comércio mais social.

E quem tem tempo para divulgar uma oferta? Em sua esmagadora maioria, os usuários recebem a oferta individualmente, por e-mail (ferramenta que já existe há décadas), entram no site e fazem a compra via cartão de crédito, em um conceito de e-Commerce tradicional que existe desde os primórdios da Internet (a Amazon já passa de 15 anos de existência). Nada social nisso. Aliás, bastante individual, para falar bem a verdade. O comprador até torce para ter poucas pessoas comprando o cupom, para que ele seja mais bem atendido ou beneficiado.

Usar as mídias sociais como meio de divulgação não constitui, em hipótese alguma, um Social Commerce. Qualquer empresa utiliza mídias sociais hoje em dia. O verdadeiro Social Commerce deve buscar uma interação maior entre o usuário, sua rede de relacionamentos e as mídias sociais. E isto não existe ainda.

Confira a entrevista:

Antonio Borba fala sobre Sites de Compras Coletivas na Rádio Educativa – 10/02/2011 by MagicWebDesign

6 comentários em O Social Commerce não Existe

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6 Respostas para O Social Commerce não Existe

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  2. Marcos Luiz disse:

    19 de maio de 2011. Reveja seus conceitos. E pesquise sobre corwdfunding; ou f-commerce.
    Abç.

    • Antonio Borba disse:

      Olá Marcos, sei do que está falando, mas uma loja virtual no Facebook ainda não é uma experiência de Social Commerce, na minha opinião. É uma loja virtual que foi montada no Facebook, é isso. Eu considero o conceito mais amplo, mas isto é a minha opinião. Obrigado pelo comentário.

  3. Pingback: Uma análise sobre os sites de compras coletivas | Magic Blog

  4. Amaral disse:

    Antonio, muito bom o seu artigo, parabéns! Eu sempre vi resportagens na imprensa sobre este tal de comércio social e confesso que acho esses termos muito confusos para nós leigos. Acho que o pessoal inventa moda para dar notícia. Abraços e sucesso!

    • Antonio Borba disse:

      Olá Amaral, muito obrigado! Eu tenho uma opinião formada… estes termos novos servem mesmo pra gerar mídia e hype em cima de situações que de outra forma seriam comuns. Além, claro, de dar a pessoas uma alcunha de sabedoria que elas de outra forma não teriam. O uso excessivo de palavras técnicas e jargões é como um verniz de “enrolation” em cima de uma pessoa com pouco conhecimento verdadeiro. Quanto mais a pessoa conhece e mais inteligente ela é, menos termos técnicos ela precisa usar e menos necessidade de enrolar as pessoas ela tem. Frequentemente, são utilizados por pessoas que não dominam o assunto e não sabem o que falar. Detesto termos técnicos pseudo-sofisticados, uso o mínimo necessário. Abraços!

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