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Passado e Presente – Atari e Guitar Hero em Perspectiva


Neste dia 25/09, a ÓTV – Canal 11 da Net Curitiba, veiculou no programa Passado e Presente, com o apresentador Fernando Parracho, um debate interessantíssimo envolvendo, conforme o nome do programa, o passado, presente e futuro dos videogames.

Como maior colecionador de Atari do Brasil mas sentindo o peso da idade, fui obrigado a representar o passado :), em companhia do jornalista Sérgio Tavares Filho, Coordenador do G1 Paraná. Enquanto isso, o garoto Raylan Cross, campeão brasileiro de Guitar Hero, representou o presente. Todos deram suas pinceladas sobre o futuro.

Confira abaixo os 2 blocos do programa (descrição logo abaixo dos vídeos):

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=NC7YRGWyL_Y[/youtube]

No bloco 1, falei sobre as origens do Atari e dos conceitos primordiais dos primeiros games criados. Sabemos que todos os games modernos, de alguma forma, têm uma raiz naqueles primeiros conceitos desenvolvidos na época, sejam shooters, side scrollers ou outros gêneros. Outro papo curioso foi sobre a configuração gráfica e capacidade de processamento do console Atari.

Sérgio Tavares falou sobre o Star Games Clube, sua própria criação para reunir colecionadores de videogames. Raylan Cross demonstrou suas habilidades e participou da discussão, contando um pouco da sua rotina nos campeonatos.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=jTPFVtmbzUA[/youtube]

No bloco 2, sacaneamos com o Raylan e colocamos o garoto para jogar Atari, onde ele demonstrou que precisava primeiro aprender como segurar o joystick. Como vingança, ele me fez jogar Guitar Hero, onde, após enfatizar umas 10 vezes que eu iria jogar no nível médio, apanhei um pouco para me acostumar novamente e fui interrompido pelo Parracho justamente quando comecei a tocar direito 🙂

Na sequência, trocamos impressões sobre o que os videogames representaram e o que esperávamos do futuro dos videogames. Sérgio enfatizou muito bem a relação das mulheres nos games, porém como principais consumidoras dos jogos sociais.

Este excelente programa trouxe um ótimo debate e conseguiu estabelecer de forma breve um panorama de mudanças rápidas que acontecem nos videogames e na tecnologia de forma geral.

5 comentários em Passado e Presente – Atari e Guitar Hero em Perspectiva

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5 Respostas para Passado e Presente – Atari e Guitar Hero em Perspectiva

  1. Pingback: Os 10 Melhores Jogos de Atari - Top Ten | Antonio Borba

  2. João disse:

    Borba, gostei da reportagem, me deu um certo saudosismo dos bons tempos.
    Só acho que não se falou muito do futuro dos videogames, até porque entendo que fazer previsões no que toca a tecnologia, não é fácil.
    Mas acho que vocês estavam indo pelo caminho certo, pela perda das interfaces de jogo, e começarmos a jogar com o nosso próprio corpo com interfaces como o Kinect.
    No entanto acho também que até seria possível dar uma viajada de leve em interfaces de input neural (podemos ver um exemplo comercial aqui http://emotiv.com/) e com as interfaces de comunicação de duas vias (de dentro para fora do cérebro e vice versa), onde o cérebro humano se ligaria direto ao computador (arriscaria dizer que sendo conservador deveremos ter isso em não mais de 10 a 15 anos).
    Mas parabéns!

    • Antonio Borba disse:

      João, interessante! Bacana o link, mas vale dizer que, ao falar sobre sensores de movimento, estamos falando de uma realidade iminente e, aparentemente, consolidada em um caminho sem volta. Já ao falar sobre interfaces neurais, estamos conjecturando sobre algo que acreditamos que fará parte de um futuro mais distante, o qual não sabemos ao certo como vai acontecer e se aconterá da forma esperada. Abraços e obrigado!

  3. Antonio, foi muito legal receber você no Passado & Presente. Obrigado por mais esta participação falando de Atari. Belo texto, hein? Ficou uma ótima resenha dos assuntos sobre os quais falamos. Grande abraço.

    • Antonio Borba disse:

      Grande Parracho, é uma honra receber seu comentário, meu caro. Que bom que gostou, eu adorei fazer o programa e acho que o assunto foi tratado de uma forma interessantíssima. Em outras entrevistas que dei sobre o Atari, nunca havíamos puxado para este lado da conversa. Abraços!

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